Avançar para o conteúdo principal

O Chá tomou a Bastilha


A vida de professor oferece-nos verdadeiras pérolas de sabedoria a martelo! Num misto de “cultura estudantil” com recusa sistemática em ouvir falar dos livros, os nossos queridos alunos oferecem-nos momentos de delírio inesquecível na sala de professores, onde trocamos belas prosas, quase poéticas, como se fossem cadernetas onde vamos juntando cromos…
Estarão a estremecer psicólogos e pedagogos, como Eduardo Sá ou Daniel Sampaio, ao ler o que agora se segue. É verdade que me custa desapontá-los mas é verdade, nós, professores, também brincamos com os erros dos alunos. Trocamos entre nós esses erros e rimos deles, por vezes até dos alunos que os cometem. Seremos monstros. Claro! Que outro ser não riria ao ler num teste de História do 8º Ano a seguinte resposta: “O significado da Tomada da Bastilha foi entre 1814 e 1815 que foi cercada por três barcos cheios de chá que foram derrotados pela Tomada da Bastilha que foi iniciada em Viena e acabou em Viena.”? Apenas uma monstruosidade horrenda seria capaz de gargalhar com a seguinte resposta, a um questionário sobre a Travessia do Mar Vermelho, numa aula de EMRC: “Moisés abriu o Mar Vermelho com o poder do pau que Deus lhe deu”.
As gargalhadas sucedem-se, mas juntamente com elas, surgem pelo canto do olho umas gotas de água com cloreto de sódio…

Comentários

Anónimo disse…
Fizeste-me lembrar alguem que em Pedrogao me dizia, convicto, que um pais ficava na Grecia. Que o Joel nao podia ter nascido na Africa do Sul porque era branco... Gosto de ler coisas (como estas) que me despertam memorias e saudades. Ate sempre. Sandra.
Anónimo disse…
Gostei de encontrar este teu espaço de escrita e partilha.
Graça
Anónimo disse…
Gostei de encontrar este teu espaço de escrita e partilha.
Graça

Mensagens populares deste blogue

Mudança e diferença

  A Teoria da Mudança ensina-nos que as pessoas, por norma, são muito resistentes à mudança. Mesmo quando nos queixamos do estado das coisas e afirmamos peremptoriamente que tudo tem de mudar, a verdade é que estamos pouco dispostos a fazer parte da mudança. Esperamos que outros mudem mas que isso não interfira com a nossa vida. Sair da nossa zona de conforto não nos estimula minimamente e provoca em nós uma reação adversa. Só há uma coisa à qual as pessoas reagem pior do que à mudança: a Diferença. Se olharmos para a História, podemos confirmar que, quem era diferente, era perseguido e a sua vida sempre esteve em risco. Tomemos como exemplo "as bruxas": mulheres, independentes e que não seguiam as normas estandardizadas. Como tal, não era compreendidas pela maioria mainstream . Assim, eras perseguias e queimadas para se acabar com essa diferença. Por isso mesmo, ainda hoje, utilizamos com regularidade o termo "caça às bruxas". Infelizmente, cada vez com mais frequê...

Sarau Martim de Freitas | 2026

CARAS/OS ALUNAS/OS: Ainda que os diplomas que vão receber esta noite tenham o vosso nome (e com mérito), não devem pensar que eles se devem apenas a vós. Conhecemos a expressão: se queres ir depressa vai sozinho… se queres ir longe, leva companhia. Ao longo destes anos, têm tido sempre companhia que vos apoia, de forma mais ou menos visível e que é fundamental. Importa não esquecer. Em primeiro lugar: a família. O lugar onde a Educação se inicia sempre e que garante que tudo o que virá a seguir terá sustentação. Depois, os professores: exigentes, amigos, companheiros, por vezes mais refilões, ou, como eu, mais mal humorados (temos dias). Mas, independentemente de tudo, e acima de tudo, preocupados convosco e com a vossa formação. Todos somos diferentes mas, cada um contribui de forma diferente. E todas as formas de contribuir são legítimas e ajudam-vos a crescer melhor e em todos os sentidos. E essa é a grande riqueza da Escola Pública. Não podemos esquecer as psicólogas es...

13

Há alguns anos, no âmbito de um projeto internacional, uma colega dizia-me que não gostava de mudanças. Prezava muito a estabilidade. De algum modo, eu procurava contrapor lembrando que as mudanças são importantes para nos desafiarmos e para que não nos sintamos acomodados. O dia 13 de agosto (sexta-feira) ofereceu-me a oportunidade de provar que acredito nos argumentos que utilizava com outra pessoa e noutro contexto. Foi nesse dia que percebi que o meu local de trabalho passaria a ser outro a partir de 1 de setembro de 2021. Após 13 anos na EBI/JI Prof. Dr. Ferrer Correia (e 11 no Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo, na sequência do processo de fusão dos Agrupamentos), é chegada a hora de esvaziar o cacifo e entregar a chave-mestra... Lembro-me da primeira vez que entrei na escola, ainda durante o mês de agosto, levando comigo o Alexandre, então com 3 meses, ou o nascimento da Beatriz num período um pouco instável do Agrupamento. Lembro os diferentes projetos desenvolvidos, as...