Há cinco anos cheguei a Pedrógão acabado de sair do estágio de Português/Francês. Não conhecia nada da escola e não conhecia ninguém. No entanto, desde o primeiro momento, senti que era bem-vindo. Ao longo deste tempo convosco aprendi a ser professor, sobretudo, aprendi a ser professor de EMRC. Vivi alguns dos momentos mais felizes da minha vida, tanto profissional como pessoal. A nível profissional, não esqueço o curso de ciências religiosas e o estágio. Lembro ainda todas as formações e projectos em que dei um pouco de mim e que foram sempre bem recebidos por todos (desde o conselho executivo - Hélder, Pedro, Emília, Susana e Natércia - aos colegas). A nível pessoal, foi já em Pedrógão que preparei o meu casamento e foi ainda durante a minha estadia aí que nasceu o Alexandre. Para o futuro, ficarão para sempre as relações pessoais: vocês, colegas, mas também todos os auxiliares (desde a EB 2,3, às EB 1 de Pedrógão Grande, Graça e Vila Facaia) e alunos, cujo crescimento acompanhei e que me deixaram mais rico, porque com eles aprendi também a ser melhor professor.Em Setembro iniciou-se um novo ciclo. Estranhamente, já não faço o meu percurso via Condeixa, para iniciar as boleias, mas sigo noutra direcção, novamente sozinho. É um caminho diferente: nem melhor, nem pior. É um caminho que se adapta melhor à vida familiar actual. Foi uma oportunidade que não pude ignorar.Resta-me esperar continuar a receber notícias vossas e aguardar que, a qualquer momento, os nossos caminhos se voltem a cruzar.Até sempre!1 abraço :-)Luís
A Teoria da Mudança ensina-nos que as pessoas, por norma, são muito resistentes à mudança. Mesmo quando nos queixamos do estado das coisas e afirmamos peremptoriamente que tudo tem de mudar, a verdade é que estamos pouco dispostos a fazer parte da mudança. Esperamos que outros mudem mas que isso não interfira com a nossa vida. Sair da nossa zona de conforto não nos estimula minimamente e provoca em nós uma reação adversa. Só há uma coisa à qual as pessoas reagem pior do que à mudança: a Diferença. Se olharmos para a História, podemos confirmar que, quem era diferente, era perseguido e a sua vida sempre esteve em risco. Tomemos como exemplo "as bruxas": mulheres, independentes e que não seguiam as normas estandardizadas. Como tal, não era compreendidas pela maioria mainstream . Assim, eras perseguias e queimadas para se acabar com essa diferença. Por isso mesmo, ainda hoje, utilizamos com regularidade o termo "caça às bruxas". Infelizmente, cada vez com mais frequê...
Comentários
Nao te eskecas de ir dando noticias e dizendo por onde andas. Eu nao tenho escrito (pk agora tb tenho o Raiyan nas Arabias) mas leio sempre.
Muitas felicidades e parabens muito atrasados pelo Alexandre.
Sandra