Avançar para o conteúdo principal

Cidadania para tod@s

Após a publicação da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, a 15 de setembro de 2017, tenho participado em diversos fóruns de docentes a debater o tema. Em todos os contextos encontrei sempre unanimidade na pertinência do documento mas, simultaneamente, muitas dúvidas...
Num desses encontros alguém fazia esta reflexão: "a Estratégia é Nacional, mas apenas é aplicada à Escola".
Esta afirmação pode ser abordada por diferentes ângulos. Num deles, aquele que apresentei, poderemos defender que o ponto de partida terá que vir de algum lado e, nesse sentido, a Escola tem um papel fundamental no estabelecimento de parcerias e na concertação de esforços, para promover uma Estratégia Nacional que envolva todos os agentes da comunidade.
Mas também não é menos verdade que necessitamos de políticas públicas que promovam e defendam a Cidadania em todos os seus Domínios.
No mesmo sentido, a Escola e as organizações da sociedade civil (qualquer que seja o seu âmbito jurídico), devem unir-se e, no âmbito da Responsabilidade Social das Organizações, procurar fomentar a Educação para a Cidadania em todas as atividades do quotidiano.
Um outro aspeto que todos nós sabemos também, é que a Educação para a Cidadania não se consegue por processos retóricos nem teóricos, mas sim com ações concretas. Pais, mães, professores, professoras, enfim, todos os adultos/pessoas com responsabilidades educativas transmitem valores através dos seus gestos e atitudes.
O que se passa diariamente no espaço visível nesta fotografia é o contrário daquilo que queremos para a sociedade. O que pretendemos nós ensinar às crianças, quando estacionamos selvaticamente num espaço que deveria ser protegido e acarinhado, para benefício e usufruto de tod@s?

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Mudança e diferença

  A Teoria da Mudança ensina-nos que as pessoas, por norma, são muito resistentes à mudança. Mesmo quando nos queixamos do estado das coisas e afirmamos peremptoriamente que tudo tem de mudar, a verdade é que estamos pouco dispostos a fazer parte da mudança. Esperamos que outros mudem mas que isso não interfira com a nossa vida. Sair da nossa zona de conforto não nos estimula minimamente e provoca em nós uma reação adversa. Só há uma coisa à qual as pessoas reagem pior do que à mudança: a Diferença. Se olharmos para a História, podemos confirmar que, quem era diferente, era perseguido e a sua vida sempre esteve em risco. Tomemos como exemplo "as bruxas": mulheres, independentes e que não seguiam as normas estandardizadas. Como tal, não era compreendidas pela maioria mainstream . Assim, eras perseguias e queimadas para se acabar com essa diferença. Por isso mesmo, ainda hoje, utilizamos com regularidade o termo "caça às bruxas". Infelizmente, cada vez com mais frequê...

Sarau Martim de Freitas | 2026

CARAS/OS ALUNAS/OS: Ainda que os diplomas que vão receber esta noite tenham o vosso nome (e com mérito), não devem pensar que eles se devem apenas a vós. Conhecemos a expressão: se queres ir depressa vai sozinho… se queres ir longe, leva companhia. Ao longo destes anos, têm tido sempre companhia que vos apoia, de forma mais ou menos visível e que é fundamental. Importa não esquecer. Em primeiro lugar: a família. O lugar onde a Educação se inicia sempre e que garante que tudo o que virá a seguir terá sustentação. Depois, os professores: exigentes, amigos, companheiros, por vezes mais refilões, ou, como eu, mais mal humorados (temos dias). Mas, independentemente de tudo, e acima de tudo, preocupados convosco e com a vossa formação. Todos somos diferentes mas, cada um contribui de forma diferente. E todas as formas de contribuir são legítimas e ajudam-vos a crescer melhor e em todos os sentidos. E essa é a grande riqueza da Escola Pública. Não podemos esquecer as psicólogas es...

13

Há alguns anos, no âmbito de um projeto internacional, uma colega dizia-me que não gostava de mudanças. Prezava muito a estabilidade. De algum modo, eu procurava contrapor lembrando que as mudanças são importantes para nos desafiarmos e para que não nos sintamos acomodados. O dia 13 de agosto (sexta-feira) ofereceu-me a oportunidade de provar que acredito nos argumentos que utilizava com outra pessoa e noutro contexto. Foi nesse dia que percebi que o meu local de trabalho passaria a ser outro a partir de 1 de setembro de 2021. Após 13 anos na EBI/JI Prof. Dr. Ferrer Correia (e 11 no Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo, na sequência do processo de fusão dos Agrupamentos), é chegada a hora de esvaziar o cacifo e entregar a chave-mestra... Lembro-me da primeira vez que entrei na escola, ainda durante o mês de agosto, levando comigo o Alexandre, então com 3 meses, ou o nascimento da Beatriz num período um pouco instável do Agrupamento. Lembro os diferentes projetos desenvolvidos, as...