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Cheguei!

Olá a todos.
Há já algum tempo que eu desejava ter um blog.
Essa ocasião chegou e eis-me aqui a escrever, provavelmente para ninguém, pelo que poderei utilisar este blog quase como um diário.
E se de um diário se trata, posso aqui exprimir algumas preocupações. A primeira prende-se com a colocação de professores. Terminou há cerca de 38 minutos o prazo para os pedidos de afectação e destacamento. Se é verdade que este ano tudo foi informatizado, não deixa de ser mais verdade ainda que tudo correu demasiado mal. Nunca se viu uma base de dados ter tantas lacunas. Quem observou o processo de informatização dos dados detectou logo algumas delas. Bastava eu procurar o nº do BI (que se encontra obrigatoriamente nas listas de colocação e ordenação do ano anterior) de uma pessoa que eu desejasse prejudicar e poderia inscrevê-la nas escolas da mais pequena aldeia da Conchichina. Se essa pessoa tentasse inscrever-se mais tarde o sistema informático responderia que o BI já se encontrava registado... Interessante, não é...
Só há cerca de uma semana é que a DGRHE resolveu enviar o nome de utilizador e uma nova palavra passe para casa de cada docente (algo que o Ministério das finanças faz há já alguns anos).
No entanto, todas as atenções se centram, por estes dias no navio Borndiep, ou "Barco do Aborto". Para esta questão já todos sentem a necessidado do debate. Este não está em causa. Mas, parece-me evidente, o que está em causa é não se abrir o debate sobre os 40000 docentes que estão desempregados, que até gostariam de ter filhos, mas não podem porque a licenciatura apenas serve para... bem ... talvez ... na realidade ... para nada, porque para irem para as caixas do Continente têm de omitir esse facto sob pena de serem excluídos por excesso de habilitações. Assim, como se pode constituir uma família nestas circustâncias? Como podem estes jovens adultos fazer planos de futuro? Será que esta situação não merecia um debate alargado?
Hoje ouvi ainda a notícia incrível de que já se encontra disponível na Internet o nome do medicamento que pode induzir o aborto. Quem o colocou? A organização que se encarregou de trazer a portugal o referido navio, que afirma que não pretende provocar o aborto, mas informar. Parece que já começaram a informar...
Esta semana ainda ouvi os farmacêuticos afirmarem que a venda da pílula do dia seguinte aumentou exponencialmente. Gostaria de ouvir agora onde estão os que afirmavam que esta pílula não serviria de meio contraceptivo! Infelizmente, muitas jovens utilizam esta pílula como meio contraceptico, quando, na realidade, se trata de um meio abortivo. Mas ainda que o não fosse, quem é já explicou aos jovens os problemas que esta pílula pode acarretar para quem a toma?
É com gravidade que vou observando tudo isto, enquanto ouço na TV pessoas instigadas a comentar a vinda do barco: "Acho muito bem, porque uma pessoa tem o direito a abortar quando bem entender". É esta mentalidade que merece uma reflexão, que não é feita ou por desleixo, ou por desinteresse ou, mais grave ainda, porque não convém.
Com este mundo eu me espanto!

Comentários

Anónimo disse…
Olá Luís!

Parece-me que à 1.05 AM devias estar a dormir... e não a publicar artigos no Blog!

Parabéns pelo Blog! Também penso criar um há uns tempos, mas... a preguiça ainda não o permitiu.

Quanto aos assuntos que abordas, concordo genéricamente com o que dizes... o concurso de professores foi(é) o pior de sempre... e as situações de injustiça criadas são gritantes... mas ninguém as quer ouvir. Por vezes penso o que se teria passado se algo semelhante tivesse acontecido com a classe médica...

Quanto ao aborto... concordo com a tua opinião mas... (e há sempre muitos mas) há muitas situações que são criadas pela falta de educação para a saúde, informação e até pala própria lei...

Um abraço e continua...
Claudino

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