Em pleno silêncio da noite, no final de um dia que se configura como um marco e perspetivando uma nova semana que se apresenta ao serviço dentro de poucas horas, são estas palavras que dançam em catadupa na minha mente, pois acompanharam alguns do bons momentos que um domingo nos pode oferecer.
Deste livro tive a oportunidade de ler o primeiro capítulo sobre liderança, neste caso concreto liderança escolar, de onde sublinho a ideia de que um bom líder deve ser inspirador. Deve promover o envolvimento das pessoas nas tomadas de decisão, de modo a apliar o seu sentido de pertença. Encontramos, depois, formas concretas de operacionalizar essa atitude que não pode estar enclausurada entre palavras muito bonitas e bem cantadas mas sem qualquer estratégia que permite dar forma concreta a uma intenção ou, pior ainda, a uma quimera...
E chegou então o segundo momento do dia que, de algum modo, complementou o que aqui havia lido. Escuto com o atenção o meu amigo, Pe Nuno Santos, a falar sobre Poder. De entre a suas (sempre) eloquentes palavras, sublinhei a forma como referiu a explicação que Jesus oferece a quem o segue que o Poder apenas faz sentido se for para o colocar ao serviço dos outros. Não é um poder pela "Vã Gloria de Mandar" (cf. Episódio do Velho do Restelo, Camões), mas uma predisposição para estar ao serviço de todas e todos quantas/os necessitam. A busca do poder com o simples desejo de "mandar", para ser luz que "encandeia" as outras pessoas, serve apenas para causar isolamento e, em consequência, solidão. Talvez, por isso, haja quem diga que exercer cargos de poder gera solidão. Talvez por não serem líderes mas patrões. Talvez por não estarem ao serviço, antes desejando serem servidos.
Mas esta jornada ainda teve um terceiro momento que considero relevante. Em final de dia, a bancada eleita do PS na Assembleia Municipal de Pombal (acabada de empossar umas horas antes), ofereceu-se em serviço à comunidade. Colocou-se à disposição de todas as pombaleses e de todos os pombaleses para que as suas vozes (não existe uma única voz e todas merecem o mesmo respeito) sejam escutadas na Assembleia Municipal. Com uma sala bem composta, regressei a casa com a sensação de que algo de muito bom aconteceu hoje. Foi muito positivo descer à Terra e estar com pessoas reais e não numa sala cheia de unicórnios e arco-íris brilhantes onde o mundo da fantasia parece inebriar e tornar presente o "Fabuloso Destino de Amélie Poulin".
Ao longo destas semanas tenho andado a pensar que tipo de abordagem deveria ter… dirigir-me à geração do Facebook, a do cotas (na qual claramente me incluo)? Sim, sim… já estamos naquela idade que, com 15 anos dizíamos ser a idade dos cotas… À geração do Instagram? Aquela geração na qual tentamos desesperadamente entrar para nos sentimos mais jovens, mesmo que não tenhamos apetência nenhuma para umas fotos com bico de pato, efeitos, autocolantes e afins??? Ou à geração do Tiktok? Aquela com a qual termos mais dificuldade em entrar, pois o voltaren diário não nos permite fazer aquelas coreografias todas tão bem sincronizadas??? Ainda pensei pedir ajuda ao ChatGPT, Perplexity, Gemini, Copilot, Deepseek… Como não me consegui decidir, optei por vir aqui contar uma história… Não uma história qualquer mas algumas histórias relacionadas com a minha infância e juventude. Eu sou natural dos Vascos… uma pequena aldeia da Freguesia de Almagreira, no concelho de Pombal. A ida para a escola fa...
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