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Idadismo e Guns N'Roses

9.°Ano de escolaridade (1992/93)

A professora de Inglês desafiou-nos a realizar um trabalho de grupo sobre o tema da Guerra. Os pormenores de que me recordo são poucos mas a música não voltei a esquecer: "Civil war" dos Guns N' Roses. Longe do sucesso de "Knocking on Heaven's door", "Don't cry" ou de "November rain", eu sentia na melodia, nos ritmos em crescendo das guitarras e na voz de Axl um grito que não nos podia deixar indiferentes.

Em 2001/2002, na Universidade de Poitiers, tive uma cadeira chamada "La musique en Classe de FLE". Ao longo do semestre, trabalhamos várias formas sobre como dinamizar uma aula a partir de uma música para promover a aprendizagem da língua e da cultura (nunca esquecerei o potencial de "Le plat pays" de Jacques Brel, para compreender a Bélgica).

Hoje, em 2025, a música continua a ensinar (e sempre continuará). No @aemartimdefreitas temos assistido a tantos momentos que validam esta afirmação. Mas os seus ensinamentos não se limitam aos conteúdos das letras ou aos géneros musicais. Ensina também o respeito que nos merece alguém que continua a dar o melhor de si de cada vez que sobe a palco. Independentemente da sua idade. E querer menorizar isso recorrendo a estereótipos de idadismo é só desonesto intelectualmente.

Como é aquela frase?

-Quando Pedro fala de Paulo, ficamos a saber mais sobre Pedro do que sobre Paulo.

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